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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UNEB seleciona adolescentes para programa da Saeb; inscrições até domingo (6)

UNEB seleciona adolescentes para programa da Saeb; inscrições até domingo (6)

Carol Soledade*
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

A UNEB está com inscrições abertas a partir de hoje (1°), até o próximo domingo (6), para o processo seletivo do programa Mais Futuro, mantido pela Secretaria estadual da Administração (Saeb), em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia.
Com o objetivo de formar cadastro de jovens para o Banco de Aprendizes do Estado, a seleção é voltada para adolescentes de 14 a 18 anos de idade, cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos.
A expectativa é cerca de 30 mil estudantes de escolas públicas se inscrevam no certame. Os candidatos devem estar nas duas últimas séries do ensino fundamental ou cursando ou ter concluído o ensino médio, conforme especificado no edital da seleção.
Os interessados devem se inscrever exclusivamente via internet, pelo site www.selecao.uneb.br/bancodeaprendizes2011. A inscrição somente será efetivada, após o pagamento da taxa de R$ 5.
O processo seletivo, que está sob responsabilidade da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da UNEB, consiste de prova objetiva, composta por questões de português, matemática e atualidades e cidadania, que será aplicada no dia 4 de dezembro, no turno vespertino.
“A UNEB ser responsável por uma seleção com esse caráter social reforça a credibilidade e o reconhecimento que a nossa universidade tem do governo do estado. Temos certeza que esse será mais um programa de muito sucesso, pois trará novas oportunidades para os jovens da Bahia”, destaca o reitor Lourisvaldo Valentim.
Romilda Almeida, presidente da Copeve, endossou as palavras do reitor: “A escolha da UNEB mostra que estamos no caminho certo quanto a organização de processos seletivos estaduais”.
A seleção atenderá as exigências do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), incluindo a reserva de 5% das vagas oferecidas — ou que vierem a ser criadas durante o prazo de validade da seleção (dois anos) — para portadores de deficiência.

Oportunidade para o primeiro emprego

O cadastro para o banco de jovens aprendizes é feito considerando a ordem de classificação dos candidatos no processo seletivo, os quais são encaminhados para a experiência do primeiro emprego, seguida da expectativa de contratação conforme celebração de convênios entre entidades sem fins lucrativos e órgãos estaduais, no âmbito do programa Mais Futuro e em outros programas de aprendizagem.
A primeira seleção da iniciativa, também realizada pela UNEB, aconteceu em 2008 e mais de três mil jovens foram aprovados para o banco de aprendizes.
“A nova seleção já traz a fórmula do sucesso da primeira edição, em que mais de mil jovens foram encaminhados para a experiência do primeiro emprego. Nossa meta é superar este número”, afirma o secretario da Administração (Saeb), Manoel Vitório.
Para ser aprovado no certame é necessário o inscrito acertar 50% das questões da prova. Os selecionados assinam contrato de trabalho especial de aprendizagem, com prazo determinado de dois anos, com remuneração básica de R$ 556, além de auxílio-transporte, auxílio-alimentação e plano de saúde.
Os aprendizes fazem treinamento teórico de, no mínimo, 400 horas-aula, dividido em módulos que incluem disciplinas como qualidade no atendimento, informática, noções de empreendedorismo, comunicação empresarial, matemática relacionada ao mundo do trabalho, entre outras.
A capacitação teórica é feita na instituição Voluntárias Sociais e o aprendizado prático diretamente nas unidades de atuação dos jovens, com monitoramento permanente.
As diretrizes do programa são estabelecidas pelo Decreto Estadual nº 11.139/2008, que regulamenta a contratação de jovens conforme as determinações da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Informações: Copeve – tel. (71) 3117-2371 e site www.selecao.uneb.br/bancodeaprendizes2011.
*Com informações da Secretaria estadual de Comunicação Social (Secom)
Imagem (home): Divulgação


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Enem 2011 – Confira os filmes que podem ajudar na hora do estudo

O Exame Nacional do Ensino Médio acontece nos dias 22 e 23 de outubro, ou seja, no próximo final de semana. Agora não é mais hora de esquentar a cabeça com o estudo com desespero. Mas, na reta final, existe uma outra alternativa para revisar as conteúdos.
São os filmes com conteúdo educativo. Um deles é “O que é isso companheiro?”, onde é possível compreender sobre o período da ditadura militar no Brasil. Já “O Pianista”, ajuda a relembrar como era a vida dos judeus durante o período da Segunda Guerra Mundial.
Professores lembram que nenhum filme substitui o estudo, deve ser usado apenas como revisão do conteúdo. Filme que também pode ajudar na compreensão de regimes ditatoriais, como o fascismo, é “A Onda”. E sobre a Era Vargas e os impactos da Segunda Guerra Mundial no Brasil, o filme “Olga”.
Temas atuais como a crise econômica também podem ser revisados e melhor entendidos com obras cinematográficas. O filme “Trabalho Interno” explica bem como aconteceu essa quebra no sistema financeiro mundial. Outro sobre temas atuais é o “W”, que aborda a história pessoal do ex-presidente George W. Bush. A respeito da crise no Egito, a dica é “18 dias no Egito”, que mostra a revolução local e a derrubada do ditador Mubarak.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Enem 2011

Pela terceira vez, Enem 2011 usará a TRI, e estudantes com o mesmo número de acertos nem sempre terão a mesma nota



- O Enem é uma prova nacional em que a nota máxima nunca é dez. Ela é variável, de ano para ano, em uma escala que vai de 0 a 1.000 pontos. Tudo porque, desde 2009, é utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI) no cálculo da pontuação final.
A prova é longa, mas o tempo é curto para responder cada item
Pela TRI, as questões da prova são divididas em três categorias: fáceis, médias e difíceis. Como é feito esse enquadramento? As perguntas são elaboradas por professores contratados pelo Inep. Depois, todas são pré-testadas, ou seja, aplicadas a alunos que não façam parte do público-alvo da prova (concluintes do ensino médio). Neste ano, professores universitários começaram a contribuir para o banco de questões mantido pelo Inep para a elaboração dos testes, mas essas só serão usadas nos exames de 2012.
De acordo com o percentual de erros e acertos em cada item na fase de testes, o peso das perguntas pode mudar. É por isso que dois candidatos podem ter o mesmo número de acertos, mas não conseguir necessariamente uma pontuação final igual. As questões possuem pesos diferentes: as mais fáceis valem menos, e as mais difíceis valem mais. No entanto, essa determinação é feita através de um complexo cálculo estatístico. Então, não adianta tentar descobrir qual é qual.
Para Carlos Brenner, professor de matemática e coordenador de vestibular do Colégio Notre Dame, em Ipanema, a única preocupação dos estudantes deve ser fazer o maior número possível de questões maximizando o tempo.
- Na hora do exame, é importante não ficar horas em uma questão em que encontre dificuldade. A prova é longa, mas o tempo é curto para responder cada item. Porque apesar de ser difícil para ele, a pergunta pode valer menos do que outras em que tenha mais facilidade - afirma.
Com base na TRI, o Inep calcula as notas dos estudantes em cada uma das quatro grande áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. A soma dessas notas é dividida por quatro, e daí sai a média das provas objetivas.
Esse resultado é somado com o a nota da redação e dividido por dois, dando origem à chamada nota global. Assim, a redação vale metade da nota global. Esta é a utilizada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação.
Na hora do exame, é importante não ficar horas em uma questão em que encontre dificuldade
No entanto, as instituições de ensino, participantes ou não do Sisu, possuem liberdade para atribuir pesos diferentes para as áreas, de acordo com o curso para o qual estão selecionando os candidatos. Por exemplo: no caso das engenharias, pode ser atribuído um valor maior para a prova de matemática.
A principal finalidade da TRI, para o Inep, é que ela torna possível comparar o resultado de anos diferentes e estabelecer uma série histórica. No futuro, a ideia é que os estudantes façam provas diferentes entre si, em computadores, tal como já acontece no SAT, o Enem americano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/09/23/pela-terceira-vez-enem-2011-usara-tri-estudantes-com-mesmo-numero-de-acertos-nem-sempre-terao-mesma-nota-925427442.asp#ixzz1ZHKIKDPT
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Fonte:http://oglobo.globo.com

Professores desvendam as habilidades e competências cobradas no Enem 2011 e apontam os principais temas que devem cair Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/09/22/professores-desvendam-as-habilidades-competencias-cobradas-no-enem-2011-apontam-os-principais-temas-que-devem-cair-925418594.asp#ixzz1ZHK2DvlH © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

RIO - O discurso de que o Enem cobra mais habilidades e competências do que o puro conteúdo das disciplinas é muito bonito na teoria. Mas, na prática, os vestibulandos querem mesmo é saber o que vai cair na prova. Por isso, com a ajuda de professores das quatro áreas de conhecimento cobradas (Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Linguagens), desvendamos a matriz de referências do exame. Confira as dicas e as principais apostas deles em português, geografia, história, química, física, biologia e matemática, lembrando que se trata de uma prova interdisciplinar. Depois, é só se concentrar nos estudos desses temas recorrentes. Boa sorte!
A rotina em forma de questões
Assuntos rotineiros na vida de boa parte da população serão os principais temas de questões da próxima avaliação de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Esta é a aposta do professor de biologia Manuel Gomes, diretor de ensino do GPI:
- Pode ser perguntado qual é melhor conduta para se evitar a contaminação pela dengue, um assunto que aparece quase todos os dias nos jornais - sugere Gomes.
Preocupação com a leitura é a principal orientação do professor. Ele garante que boa parte das respostas estará nos enunciados da própria prova.
- Geralmente, é apresentado um problema e pedida uma solução para ele - afirma.
Gomes também cita temas interdisciplinares, como poluição ambiental, água e fenômenos elétricos, que poderiam ser avaliados pela ótica da química, da física ou da biologia.
Posicionamento crítico sobre assuntos diversos
O candidato deve não apenas estar inteirado da informação em si, mas também ter um posicionamento crítico em relação a ela, além da noção dos diferentes lados da discussão. Essa é a principal orientação do professor de história João Aprígio, coordenador de vestibular do colégio Franco-Brasileiro, sobre a prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Aprígio cita o exemplo da polêmica relacionada à construção da Usina de Belo Monte, no Pará:
- Neste caso, há argumentos contra a usina, como o seu impacto ambiental e sobre os moradores do entorno; por outro lado, há a necessidade de levar a eletricidade a regiões mais distantes no país - comenta ele, que ainda cita o debate sobre a transposição do Rio São Francisco.
O professor também aposta em temas que fazem aniversário neste período: os dez anos dos atentados terroristas da Al Qaeda contra os Estados Unidos e os 50 anos da construção do Muro de Berlim.
- A Era Vargas é um tópico recorrente. E o Enem ainda pode fazer um paralelo com a época atual e os casos de denúncias de corrupção, como também ocorreu naquele período histórico - acrescenta.
Estar inteirado de assuntos gerais e ler, pelo menos, um periódico por semana, de preferência os dominicais, é outra recomendação do professor.
Intertextualidade entre textos e imagens
Função emotiva, denotativa, apelativa, fática, metalinguística ou poética: as já conhecidas funções da linguagem certamente estarão presentes na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, na opinião do professor Rafael Cunha, coordenador de língua portuguesa e redação do curso Pensi. No entanto, Cunha acredita que elas serão apresentadas em diferentes linguagens:
- O Enem cobra a interpretação não só de textos, mas de tiras, charges, quadrinhos, fotografias e pinturas - explica.
Cunha ainda aposta em questões de intertextualidade entre textos e até figuras.
- A pintura Guernica, de Pablo Picasso, faz referência à Guerra Civil Espanhola. Então esse quadro poderia estar associado a um artigo do mesmo momento histórico. O Enem pediria que aluno reconhecesse que existe um diálogo entre o texto e a pintura. O mesmo poderia ocorrer com a "Canção do exílio", de Gonçalves Dias, que virou paródia na época do Modernismo - exemplifica o professor.
Cultura geral é uma "premissa básica" para se dar bem no teste do Enem, segundo Cunha. Portanto, a leitura de jornais e revistas também é bem-vinda.
Interpretação de gráficos e tabelas
Seja em formato de pizzas ou barras, os gráficos certamente estarão presentes na próxima prova do Enem, garante o professor Salvador da Silva Bruno, coordenador de matemática da Escola Dínamis.
- Os gráficos geralmente são tirados de institutos ou jornais, por isso são bem atuais, e o aluno terá que mostrar a capacidade de fazer a leitura deles. Em geral, a resposta para a questão está no próprio gráfico - afirma Salvador, que ainda dá exemplos. - Poderiam cair gráficos com a amostragem percentual da área desmatada da Amazônia ou os índices de desigualdade social.
Razão e proporção, geometria espacial, média aritmética, probabilidade e análise combinatória também devem aparecer nas questões.
- Em análise combinatória, é provável cair uma placa de carro, que é composta por três letras e quatro números. O candidato vai ter que calcular o número de possibilidades de emplacamentos - aposta.

Entrega dos cartões do Enem 2011


BRASÍLIA - Os cartões de confirmação de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 começam a ser entregues aos 5,3 milhões de candidatos a partir desta semana. A operação de distribuição foi iniciada na última terça-feira (27) pelas cidades do interior e, na próxima semana, chegará às capitais, segundo informou os Correios.  
Consultado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, disse que todos deverão receber o cartão até o dia 14 de outubro. O órgão afirmou também que ainda não há data definida para a disponibilização do documento na internet.
O cartão de confirmação traz as informações sobre o local onde o candidato irá fazer a prova e os horários. O documento precisa ser, obrigatoriamente, apresentado no dia do exame. As provas serão aplicadas em 22 e 23 de outubro.
Segundo os Correios, a entrega dos cartões não será afetada pela greve dos funcionários porque, no caso do Enem, foi preparada uma "operação especial" com logística específica. Além dos cartões, os Correios são responsáveis pela distribuição das provas do Enem, com apoio das polícias estaduais e das Forças Armadas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/09/28/enem-2011-cartoes-de-confirmacao-comecam-ser-entregues-esta-semana-dizem-correios-925460063.asp#ixzz1ZHJUcgIY
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Estudantes ignoram alternativas ao vestibular

Estudantes ignoram alternativas ao vestibular

Karina Costa
Enem, Sisu e ProUni são programas que facilitam o acesso ao ensino superior, Embora as siglas citadas sejam pertinentes ao vocabulário dos estudantes de terceiroano, o significado delas é pouco conhecido por muitos alunos que se encontram na iminência de decidir sobre o futuro profissional e o melhor caminho para chegar à universidade.
Como porta de entrada para ocupar uma vaga do ensino superior, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) facilita o acesso ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que selecionam e garantem a permanência.
A exemplo disso, os estudantes Ueslei Nascimento, 17 anos, e David Bozza, 19 anos, estão terminando o ensino médio e não sabem o que é o Sisu. Eles estudam no Colégio Estadual Evaristo da Veiga, localizado na Avenida Garibaldi, e ainda não entendem como funciona o mecanismo do sistema. “Não sei a diferença entre o ProUni e o Sisu”, conta Bozza.
Voltado para concluintes e egressos do ensino médio, o Sisu é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos candidatos utilizando como critério a nota obtida no Enem. Algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição de alguns cursos.
Em 2010,  o Sisu disponibilizou 83 mil vagas entre 19 universidades federais de todo o País, 23 institutos federais, quatro universidades estaduais e dois centros federais de educação tecnológica. Mas, para utilizar o sistema, além de ter feito o Enem, o aluno não pode ter zerado as provas objetivas e a dissertativa (redação).

Durante o período de inscrição, que será divulgado pelo endereço eletrônico: http://sisu.mec.gov.br, basta colocar o número de inscrição do Enem. Nele estão contidas todas as informações do estudante, sobretudo a que interessa à seleção: a nota. Cada universidade adota uma nota mínima para selecionar seus calouros.
No site, o candidato pode escolher em quantas universidades deseja se inscrever e tem acesso a relação de todas as instituições cadastradas. Aos que preferem as baianas, são disponibilizadas 2.242 vagas, com 102 cursos em Salvador e em cidades do interior do Estado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vídeos do Youtube ajudam a passar no Enem

Vídeos do Youtube ajudam a passar no Enem23.09.2011


A Editora Abril, através da Guia do Estudante, preparou dicas para quem quer estudar utilizando o site de vídeos You Tube.
            O You Tube ficou popular por armazenar diversos arquivos com conteúdos cômicos. Mesmo assim, muitos usuários preferem acessar e enviar vídeos educativos. E quem pensa que os materiais ligados à educação são pouco acessados, está enganado.
            Alguns vídeos com aulas de matemática, por exemplo, foram visualizados mais de 8 mil vezes.
            Abaixo, divulgamos as dicas da revista Guia do Estudante, para quem quer estudar pela internet.
            Matemática
No canal Só Matemática você encontra vídeos sobre diversos conteúdos, como Teorema de Tales, geometria e Matemática financeira.
            Geografia
No canal Só Geografia há vídeos para estudar sobre energia, processos migratórios, indústria e aquecimento global.
História
No canal do professor Tiago Menta há aulas que abordam desde a pré-história e o feudalismo até a história recente do Brasil, como Ditadura Militar e Governo Lula.
Já o canal História X Ciência traz vários documentários muito legais que misturam ciência e história e abordam assuntos como rituais astecas, racismo, pandemias e maconha.
Este programa traz o debate Criacionismo X Teoria da Evolução de Darwin.
            Biologia 
O canal de Biologia
 traz vídeos que explicam a divisão celular e teorias da evolução.
Química 
O canal Vestibulândia tem muito material sobre química e também sobre matemática. Há aulas que abordam os conceitos iniciais de química, para entender átomos e compostos, e muitos vídeos sobre geometria.
Conteúdo Geral
No Canal Educa Bahia há dezenas de vídeos de várias disciplinas. Abaixo, uma aula de literatura sobre Machado de Assis.
Fonte: Guia do Estudante

Os 35 passos para uma redação nota dez no Enem 2011

Todos os esforços são válidos!!! Vamos escrever galera!!!

Publicada em 23/09/2011 às 15h50m
O Globo (educacao@globoonline.com.br)

Dicas para a redação do Enem - Professor de Redação Francesco Jordani, no CEL do Jardim Botânico. Fotos de Fabio Rossi / Agência O Globo RIO - A prova de redação é a única do Enem em que não é possível chutar. Como não existe uma fórmula ou uma receita para mandar bem, é fundamental treinar previamente. Para facilitar sua vida, preparamos uma lista de dicas com a ajuda da professora Liliane Machado, coordenadora de Língua Portuguesa do CEL, e de Francesco Jordani, professor de Redação do terceiro ano da escola.
COMO SERÁ?:Professores desvendam as habilidades e competências cobradas no Enem e apontam os principais temas que devem cair
DATAS:A um mês da prova, Inep diz que cronograma está dentro do previsto CONFIRA:Um plano de estudo para você seguir até o fim de semana do exame
LEIA MAIS:Dicas para chegar bem disposto na hora da prova
LEIA TAMBÉM:Professores falam das características das provas de língua estrangeira do Enem
Dicas para uma boa redação no Enem 2011 1) - Leia os textos da coletânea com atenção e apreenda o recorte temático efetuado por eles.
2) - Relacione tais textos com o modo como a proposta temática foi formulada. Lembre-se de que a abordagem do tema na redação deve corresponder às expectativas da banca a respeito do encaminhamento da questão.
3) - Você pode usar as ideias expostas nos textos da coletânea, mas apropriando-se delas em seu discurso, e não copiando. Tenha, no entanto, o cuidado de não fazer só isso: mostre reflexão pessoal.
4) - Encare sempre o tema como um problema, ainda que não esteja expresso dessa forma na elaboração da proposta.
5) - Após compreender o tema e o recorte já efetuado pelos textos de apoio, formule sua tese, ou seja, delimite seu ponto de vista sobre a questão problematizada.
6) - Em seguida, faça o esquema lógico de seu texto, isto é, busque três argumentos (ou ideias) que desenvolvam sua tese, seu ponto de vista, de modo pertinente, consistente e coerente. Lembre-se de ordená-los de modo a garantir a natural sucessão das ideias, a progressão temática.
7) - Ao elaborar a introdução, procure apresentar o tema de forma clara e, preferencialmente, apresente desde já a tese. Evite digressões iniciais para que o avaliador perceba com facilidade que o texto se inscreve no tema proposto.
8) - Ao argumentar, lembre-se de que os argumentos se ligam à tese, e essa, ao tema.
9) - Evite simplesmente descrever ou exemplificar: lembre-se de que tais procedimentos devem ser usados para sustentar o argumento, não valendo como tal.
10) - Prefira argumentos com o máximo de relevância possível, ou seja, de conhecimento geral, que garantam consenso em torno deles, que não sejam generalizações, opiniões ou falácias.
11) - A argumentação é o momento de apresentar fatos. O espaço da opinião é a tese defendida e sustentada pelos fatos (argumentos).
12) - Se necessário, lance mão (no início dos parágrafos) de conectivos e elementos de coesão sequencial (por exemplo: "além desse fato", "outro aspecto", "no entanto", "como consequência", "por essa razão", "desse modo" etc.) que esclareçam a progressão temática, sobretudo se achar que o vínculo semântico entre as ideias de cada parágrafo não estiver muito claro.
13) - Busque usar vocabulário que seja de seu domínio, mas evite coloquialismos.
14) - A conclusão não deve conter ideia nova, uma vez que é o resultado lógico da reflexão acerca das ideias já apresentadas.
15) - No caso do Enem, é necessário que sejam lançadas propostas de intervenção na realidade, ou seja, de solução do problema enfocado. Tais propostas serão pontuadas quanto à sua coerência com o desenvolvimento e quanto ao seu grau de especificidade.
16) - As propostas podem estar apresentadas no corpo da argumentação ou, preferencialmente, na conclusão.
17) - Não se esqueça de que a argumentação e o lançamento de propostas de solução devem respeitar a diversidade sociocultural, os direitos humanos e as questões relativas à cidadania.
18) - Faça rascunho e, ao passar a limpo, confira, principalmente, a ortografia, a concordância, a regência (crase) e a colocação pronominal e evite a repetição vocabular.
19) - Use letra bem legível e não rasure, se possível.
20) - Não se esqueça de atribuir ao seu texto um título interessante e pertinente ao tema.
21) - Procure usar elementos coesivos claros e específicos (cuidado com o uso disseminado do "isso", "por isso", "tudo isso").
22) - Evite influência da oralidade, como nas expressões "literalmente", "fora de hora", "até porque", "tipo", "sem dúvidas", "pra", "é complicado", "é claro", "acontece que", "por incrível que pareça" etc.
23) - Atenção à colocação pronominal: lembre-se de que "que" e "não" são "atrativos" do pronome ("que se disse", "não se disse"). Lembre-se também de que não se começa frase com pronome oblíquo.
24) - Atenção à regência dos verbos e nomes, principalmente quando se usa o "que" ("momento em que"; "filme a que se assistiu" etc).
25) - Cuidado com a repetição vocabular e de conectivos como "porém" e "pois". Aliás, evite começar período com esses conectivos;
26) - Evite utilizar modalizadores que expressem julgamento tais como "infelizmente", "lamentavelmente", "obviamente", "curiosamente" etc.
27) - Não se esqueça: embora creem e veem tenham perdido acento, têm e vêm, na 3 do plural continuam acentuados.
28) - Respeitem as funções anafórica e catafórica do esse (e flexões) e do este (e flexões), respectivamente.
29) - Prefira o ele/ela, se o elemento coesivo for sujeito, em vez de "o mesmo"/"a mesma", que soam deselegantes.
30) - Lembre-se de que exemplo não é argumento. A exemplificação é estratégia para dar consistência e clareza ao argumento, mas não basta por si só.
31) - Atenção à confusão entre "afim" (semelhante) e "a fim" (ter por finalidade).
32) - Não use "algo" de maneira indiscriminada (em vez de "coisa", usa-se "algo"), gerando imprecisão e demonstrando pobreza vocabular.
33) - Cuidado com a legibilidade do seu texto.
34) - Evite imprecisões como o "etc", "assim por diante", "outros mais".
35) - Cuidado com o uso da vírgula para separar sujeito de verbo, sobretudo quando o sujeito é longo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/09/22/os-35-passos-para-uma-redacao-nota-dez-no-enem-2011-925420598.asp#ixzz1Yo1rbq1v
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Enem 2011: Professores acreditam que prova de língua estrangeira deste ano deve manter modelo adotado no ano passado.


Vestibulandos do Colégio Marista São José se preparam para a prova de Língua Estrangeira do Enem. Foto: Gabriel de Paiva RIO - No ano passado, elas eram a maior novidade do Enem, mas não chegaram a surpreender. Para a edição 2011, as provas de língua estrangeira devem seguir o mesmo padrão: exigência de leitura em inglês ou espanhol, mas com as respostas em português, embora não haja uma diretriz clara e oficial sobre o tema.
LEIA TAMBÉM:Um plano de estudos para você seguir até o fim de semana do exame
PREPARAÇÃO:dicas para chegar bem disposto Para a coordenadora de Inglês do Colégio CEL Clarisse Keller, a prova do ano passado chamou a atenção pelo reduzido número de questões (apenas cinco) e pela facilidade. A professora ressalta que, apesar de curto, o exame conseguiu explorar todas as habilidades que se propunha a analisar. Tanto que em cada uma das perguntas foi usado um tipo de texto diferente.
- O exame de qualificação da Uerj, por exemplo, apesar de também ser uma avaliação do inglês instrumental, exige um conhecimento muito mais denso, um vocabulário muito maior. Então, quem se prepara para o Estadual, vai achar o Enem fácil - diz Clarisse.
A opinião da professora é compartilhada pelos colegas Bernardo Afonso e Daniela Oliveira, do 3 ano do Colégio Marista São José, na Tijuca. Os dois fizeram o exame nacional no ano passado e consideraram as perguntas bem "tranquilas".
- Eu optei pelo inglês no Enem porque estudo há mais tempo do que o espanhol e me sinto mais seguro. O Enem exige basicamente interpretação, não é difícil - afirma Bernardo, que vai fazer vestibular para Engenharia de Petróleo.
Já Daniela, que quer cursar Engenharia de Produção, conta que, na preparação, escuta muita música em inglês.
- O mais importante no Enem foi o vocabulário. Eu escuto muita música, pego traduções, assisto a filmes com legendas em inglês mesmo, além do curso. Tudo isso ajuda.
Clarisse aponta o caminho seguido por Daniela como o melhor: vale ler desde letras de música até anúncios, porque são os recursos mais comuns no exame.
Já Paulo Macedo, sócio da Flash Idiomas, que possui turmas especiais voltadas para inglês instrumental, dá dicas de como os candidatos devem ler os textos da prova, já que o tempo é curto.
- Primeiro, deve ser feita uma leitura em diagonal do texto de apoio, identificando o autor, a fonte e o assunto. Depois, é ver o que é pedido e retornar ao texto com um olhar mais direcionado - explica.
http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular

A um mês do Enem 2011, veja dicas para estudar na reta final para a prova

22/09/2011 06h40 - Atualizado em 22/09/2011 08h44

A um mês do Enem 2011, veja dicas para estudar na reta final para a prova


Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo

Enem terá mais de 5,3 estudantes inscritos (Foto: Reprodução RPC TV)Enem terá mais de 5,3 estudantes inscritos (Foto:
Reprodução RPC TV)
Falta um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2011. Os 5,3 milhões de estudantes brasileiros inscritos têm, a partir desta quinta-feira (22), somente mais 30 dias para estudar para a prova que dá acesso a várias instituições de ensino superior. O exame será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro em todo o país.

Para ajudar os candidatos a se preparar nesta reta final, o G1 ouviu professores que ensinam diversas disciplinas em cursinhos de São Paulo e reuniu as principais dicas de estudo, além dos temas que ficaram em evidência no último ano e, por isso, podem ter mais probabilidade de caírem nas provas.
Considerado um “teste de resistência” pelos especialistas, o exame tem quatro provas com 45 questões cada e, neste ano, poderá ser usado para ingresso em dezenas de universidades em todos os estados do país.
Elas estão divididas em dois dias: no sábado, 22 de outubro, os candidatos terão quatro horas e meia para resolver as questões de ciências da natureza e ciências humanas. No dia seguinte, a prova tem duração de cinco horas e meia e, além de contemplar 90 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias (português e língua estrangeira) e matemática, inclui a redação.
De hoje até a véspera
Todos os professores ouvidos pela reportagem concordam que, nas últimas semanas antes da prova, o melhor é fixar o conteúdo básico e seguir treinando as técnicas de interpretação de texto e de resolução de exercícios. Outra dica importante: ler jornais, revistas, sites e procurar se manter atualizado sobre os temas que foram destaque no noticiário do Brasil e do mundo este ano.
"O Enem verifica a formação total do estudante. Nada que possa ser aprendido em 30 dias é importante para a prova”, diz Francisco Achcar, coordenador de português do Objetivo. Para ele, "rachar" de estudar às vésperas do exame é pouco eficaz, já que no caso do Enem a preparação não ocorre em um mês. “Ler bastante e com concentração, é fundamental”, diz. Para Achcar, todo tipo de leitura é válido: jornais, revistas, obras literárias e até tirinhas de humor. “Gramática não cai no Enem, mas cai conhecimento da língua. A prova quer saber se o aluno sabe ler e escrever bem”, afirma.
Professor de biologia do cursinho Universitário, Thales Hurtado afirma que o Enem tem se tornado cada ano mais difícil e parecido com vestibulares como a Fuvest. “Mas, em biologia, ele ainda tem mais questões de interpretação de texto do que exigência de conhecimento de conteúdo.”
Com professores em greve, estudantes de MG se reúnem para estudar (Foto: TV Globo/Reprodução)Com professores em greve, estudantes de MG se
reúnem para estudar (Foto: TV Globo/Reprodução)
Ele alerta que é “importante sedimentar conceitos básicos” porque o Enem é “muito correto na colocação das palavras”. Por isso, sugere que os candidatos comecem, daqui para frente, a criar um glossário com os termos mais básicos, como gene, cromossomo, parasita etc. Ele também recomenda que o aluno evite estudar com conteúdos encontrados na internet e se atenha ao que está nos livros didáticos e apostilas de cursinhos.

Outra sugestão para que o candidato chegue afiado no exame é refazer a prova do Enem 2010. Mas alerta que provas mais antigas podem estar muito diferentes do que deve cair neste ano.

Treino é a palavra-chave do professor de física Takeshi Kamieda, também do Universitário. Ele compara o estudo de exatas à pratica de um esporte e afirma que o estudante deve seguir resolvendo o maior número possível de exercícios. “É importante o conhecimento da teoria, mas é fundamental a prática para que o aluno possa resolver as questões sozinho.” Para Takeshi, resolver exercícios de exatas é “como solucionar um crime: você tem que estar focado nas pistas e não no problema, e a resposta acaba saindo da análise dos dados”.
Já na área de ciências da natureza, Sezar Sasson, supervisor de biologia do Anglo conta que o truque para se dar bem é ler a questão atentamente porque “os enunciados quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas”. Ele lembra que os estudantes precisam saber interpretar gráficos e tabelas que aparecem com maior predominância em ciências da natureza. “Também é necessário saber decodificar os enunciados que quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas.”
Dicas para uma boa redação no Enem
- Leia a proposta com atenção e tire poucos minutos para listar todas as idéias relacionadas ao tema;
- Escolha as melhores ideias e estruture-as na introdução (apresentação da tese), no desenvolvimento da tese e na conclusão, que deve obrigatoriamente incluir uma proposta de ação social que solucione o problema apresentado;
- É importante que a proposta de ação não seja utópica ou impossível de colocar em prática, por isso, detalhe que ações estão incluídas;
- O Enem pode até anular redações que contenham ofensas ou opiniões que ferem os direitos humanos, por isso, tenha cuidado ao apresentar argumentos.
Fonte: Karina Chamklidjian, professora do Universitário
Redação sem traumaA professora Simone Motta, professora de redação do Etapa, recomendou ainda a leitura de artigos e editoriais – que trazem estrutura semelhante da pedida na prova –, além das redações que tiveram nota dez no Enem de outros anos e estão disponíveis para consulta na internet. Ela e Karina Chamklidjian, professora do Universitário, sugerem que os alunos escrevam entre quatro e doze redações daqui até a véspera do exame, mas sem se cansar demais.

Para Karina, uma boa dica é que os candidatos mostrem suas redações a outras pessoas e estimulem um debate para obter outros pontos de vista sobre o tema. Ela diz que a redação do Enem é corrigida de acordo com premissas básicas e, portanto, a chave para fazer uma boa prova é seguir à risca as principais regras ao receber a questão.
Fonte:http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao

domingo, 18 de setembro de 2011

Ministro da Educação diz que Enem poderá ser obrigatório


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (12) que a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faria da prova um melhor  indicador da qualidade do ensino. Atualmente o exame é voluntário. O Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o Enem se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório.
No ano passado, 56% dos concluintes do ensino médio fizeram a prova. Outras avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação, como a Prova Brasil, são universais.
“Seria uma atividade obrigatória para a conclusão dos estudos. Não significa que o estudante precisaria atingir uma nota específica, mas a mera participação [seria suficiente]. Seria como o Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] em que todos os alunos são convocados a fazer a prova e obrigados a participar”, disse.
Haddad avaliou que “ainda nesta década” o Enem deve acabar com os vestibulares. Desde 2009, a prova passou a ser usada como critério de seleção por parte das universidades públicas, o que fez crescer o número de inscritos no exame. Para o segundo semestre de 2011, foram oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior, por meio do Enem, no Sistema de Seleção Unificado (Sisu).
“Vai ser natural esse movimento das universidades de abrirem mão de algo que não diz respeito a elas [cuidar dos exames de seleção]. Em lugar nenhum do mundo é assim. A evolução tem sido muito boa e nosso prognóstico é que a cada ano haverá mais vagas para ingresso no Sisu e no ProUni [Programa Universidade para Todos]", disse Haddad.
 
Edição: Aécio Amado//Matéria alterada às 19h

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Professores indicam temas para o Enem

Professores indicam temas para o Enem

05/09/2011 11h39

José Patrocinio/AE
Não basta mergulhar nos livros didáticos, decorar regras de acentuação e caprichar na ortografia. Para se dar bem na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em outubro, é preciso conhecer a fundo assuntos da atualidade. Educadores ouvidos pelo Jornal da Tarde sugerem atenção especial a temas largamente discutidos neste ano, como o Código Florestal e o casamento gay.

  A prova de redação do Enem aborda, tradicionalmente, temas de relevância nacional em política, sociedade ou cultura, de repercussão doméstica e com forte valorização dos direitos humanos. Por isso, é fundamental que o aluno tenha repertório para discutir esses assuntos com propriedade.

Na opinião da educadora do Colégio Marista Arquidiocesano, Cristina Helena Ferreira, a redação do Enem "substitui" uma entrevista pessoal com o candidato a uma vaga na universidade. "A redação avalia como o estudante pensa e se articula, como reivindica seus direitos e quais são seus valores. Em resumo, o que ele tem a oferecer."

Neste ano, diz a professora Cristina, os alunos do Arquidiocesano escreveram sobre homofobia e união estável, energia nuclear (motivada pelo vazamento da usina de Fukushima, no Japão), corrupção durante os preparativos para a Copa e o papel da mulher na sociedade com a eleição de Dilma Rousseff à Presidência. "São assuntos que requerem atenção para quem fará o Enem", avalia. Na escola, os temas das redações são propostos pelos próprios alunos no ensino médio.

Professora de Redação do Ensino Médio do Colégio Equipe, Áurea Rampazzo acredita que o exame cobra uma atitude crítica. "É a postura que o jovem deve ter do seu entorno. Ele precisa ter coragem de questionar, desconfiar das grandes verdades e propor uma intervenção viável para essa situação", indica.

Simone Ferreira Gomes da Motta, professora do Colégio Etapa, diz que assuntos como o caso das modelos que não desfilaram na São Paulo Fashion Week 2011 porque estavam abaixo do peso recomendado podem ser abordados na redação. "A partir disso, podemos falar sobre como coibir os transtornos alimentares e discorrer sobre as mortes por anorexia", sugere. "Já os ataques a homossexuais e a aprovação da união homoafetiva poderão retomar discussões sobre preconceito e desigualdade de gêneros."

A estudante Ana Carolina Cartillone, de 17 anos, também tem seu palpite sobre o tema da redação, endossado pela opinião dos professores: a participação dos jovens nas transformações políticas de um país, especialmente no caso das mobilizações via redes sociais. Já Natália Doratioto Serrano Faria Braz, de 21 anos, está atenta à Primavera Árabe (manifestações que questionam os regimes autoritários em diversos países do Oriente Médio) e diz que lê tudo que encontra sobre o tema.

A prova de redação do Enem será no dia 23 de outubro, mas outras disciplinas serão avaliadas no dia 22. Estão inscritos para esta edição 5,3 milhões de estudantes.

‘Estudantes devem evitar clichês’

O principal diferencial da redação do Enem é o formato situação-problema, que exige não apenas a discussão escrita do tema proposto, mas obriga o vestibulando a apresentar uma medida de intervenção. Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem do JT, é nesse ponto que os estudantes abusam dos clichês e perdem pontos. Apontar a educação ou o combate à corrupção como solução para os problemas do País, por exemplo, é uma forma ‘pobre’ de desenvolver um tema.

O texto deve ser autoral, mostrando como o aluno pensa sobre o tema sugerido, e deve evitar frases feitas, como "no princípio" e "concluindo", recomenda Áurea Rampazzo, do Colégio Equipe. As coletâneas propostas no enunciado da redação - textos, charges e ilustrações - devem estar relacionadas na prova como um dos itens a favor ou contra à tese que o vestibulando irá defender. Jamais a coletânea deve ser transcrita, pois isso levará à perda de pontos.

Outra dica é evitar o uso de palavras incomuns no dia a dia do estudante. É frequente errar a grafia ou empregar o termo em sentido diferente de seu significado. O erro mais frequente, na opinião dos professores de redação, é usar a "educação" ou o "combate à corrupção" como medidas de intervenção para os problemas enunciados na redação.

"O Enem não quer uma solução mágica e, sim, um cidadão crítico, capaz de analisar um problema, se posicionar diante dele e propor algo para transformá-lo", afirma Cristina Helena Ferreira, do Colégio Marista Arquidiocesano.

Destaca-se o estudante que tiver bastante leitura e souber incrementar sua defesa, por exemplo, citando medidas já adotadas pelo governo ou o modo como a sociedade lida com o tema.

Menção preconceituosa e que viole os direitos humanos invalidará a prova. "Se o aluno desrespeitar esses princípios terá a prova anulada", diz Simone Ferreira Gonçalves da Motta, do Etapa. Como nos demais vestibulares, a prova deve ser redigida em letra legível, respeitando a norma culta da língua, com coesão e coerência. O aluno precisa escrever, no mínimo, sete linhas para não ter a redação anulada.

Até redes sociais viram fontes de informação

Natália Doratioto Serrano Faria Braz, de 21 anos, monta sua redação como se organizasse as peças de um quebra-cabeças. "Sempre tive dificuldades, mas assim não me perco", diz a jovem, que estuda no Colégio Etapa e presta Medicina nas principais universidades públicas do País.

Entre elas, Natália tem especial predileção pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que usa o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção.

Para ela, é mais fácil definir os argumentos estabelecendo um eixo principal de sua tese, no rascunho, o que evita repetições e contradições. Para se manter informada sobre atualidades, além de prestar atenção nas aulas, Natália lê jornais, assiste ao noticiário e vê documentários.

Já a aluna do Colégio Marista Arquidiocesano, Ana Carolina Cartillone, de 17 anos, recorre às redes sociais para se informar sobre os principais debates do País. "No Facebook tem link para algumas notícias e no Twitter também dá para ver sobre o que as pessoas estão falando", diz.

Estruturalmente, Ana Carolina usa um parágrafo para a introdução ao tema, três para a argumentação de sua tese e mais um - o último - para propor uma intervenção. "O tema é sempre social. A prova não é difícil", opina a estudante. "O problema é o tempo", completa.

ASSUNTOS PROVÁVEIS

MEIO AMBIENTE


Novo Código Florestal

Vazamento de energia nuclear em Fukushima

Combustíveis alternativos

Alterações climáticas no Brasil

CORRUPÇÃO

Copa do Mundo no Brasil

Nepotismo e tráfico de influência nos bastidores do governo

SOCIEDADE

Aprovação da união estável entre casais homossexuais

Homofobia: ataques a gays

Força da mulher com a eleição de Dilma Rousseff como presidente
COMPORTAMENTO

Distúrbios alimentares

Modelos muito magras não desfilaram na ‘SP Fashion Week’

POLÍTICA

Papel dos jovens na organização de movimentos políticos

Auxílio das redes sociais nas mobilizações da juventude

Protesto por educação no Chile

TEMAS RECENTES

2010: O trabalho na construção da dignidade humana

2009: O indivíduo frente à ética nacional

2008: Como preservar a floresta Amazônica

2007: O desafio de se conviver com as diferenças

2006: O poder de transformação da leitura

2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira

2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação

2003: A violência na sociedade brasileira - como mudar as regras desse jogo

(Isis Brum - Jornal da Tarde) (
c@f)